1.4. A esfera celeste e a orientação pelas estrelas

 

A esfera celeste

 

Se olhares para o céu numa noite escura e longe das luzes das cidades, observarás uma infinidade de pequenos pontos luminosos que parecem estar distribuídos irregularmente sobre uma enorme esfera.

 

 

Essa esfera é uma uma esfera imaginária que se designa por esfera celeste.

 

A esfera celeste, vista da Terra e ao longo do tempo, parece mover-se.

 

É possível verificar que ela parece dar uma volta completa sobre si mesma ao longo de um dia.

 

 

É como se a esfera celeste fosse um enorme relógio que permitisse contar os dias e os anos.

 

A observação do céu permitiu desde a Antiguidade, fazer a contagem do tempo.

 

Por exemplo, no Antigo Egito, o aparecimento no céu da estrela Sírius, a estrela mais brilhante do céu, na constelação do Cão Maior,  era comemorado pois marcava o início do Novo Ano.

 

Para reconhecer facilmente o céu, os povos da Antiguidade imaginaram, a partir de grupos de estrelas, figuras no céu.

 

Estas figuras ocupam determinadas regiões da esfera celeste designadas por constelações.

 

Por exemplo, a região do céu onde, em tempos remotos,   se imaginou a figura do caçador gigante da mitologia grega, Orionte, corresponde hoje à constelação de Orionte.

 

Da mesma forma que recorremos a mapas geográficos para localizar países ou cidade, também recorremos a mapas celestes para encontrar mais facilmente objetos celestes.

 

Orientação pelo céu

 

A observação da esfera celeste é um dos métodos mais antigos utilizados pelo Homem para orientação geográfica pelas estrelas.

Os quatro pontos cardeais são:

•Norte, N;
•Sul, S;
•Este, E;

  •Oeste, O.






 

A constelação de Orionte, visível em Portugal de outubro a março, pode ser utilizada para orientação, uma vez que a “Espada de Orionte” aponta para sul.

 


Orientação pelo Sol


O Sol:

•“nasce” a este, ao início da manhã;
•“põe-se” a oeste, ao fim da tarde;

•encontra-se na posição mais alta, a meio do dia.




 

Orientação pela estrela Polar

 

Para encontrares o norte podes utilizar, todo o ano, a Estrela Polar, que faz parte da constelação da Ursa Menor.

 

 

Prolongando cinco vezes o segmento de reta que une as “Guardas”, encontras a Estrela Polar que indica o ponto cardeal norte.

 

 

Localizar um objeto celeste no céu

 

É possível localizar objetos celestes a partir das suas coordenadas celestes ou, então, obter as coordenadas celestes de um objeto a partir da observação da sua posição no céu.

 

 

No sistema de coordenadas  celestes horizontais, a posição de um objeto celeste é dada por duas coordenadas: a altura e o azimute.

 

A altura, h, é a distância angular medida verticalmente entre o plano do horizonte e o objeto celeste.

O valor da altura varia entre 0o e 90o.

 

 

O azimute, A, é a distância angular medida horizontalmente, no sentido retrógrado (sentido dos ponteiros de um relógio), entre o ponto cardeal sul e o ponto no horizonte por baixo do objeto celeste.

 

O valor do azimute varia entre 0o e 360o.

 

 

Síntese de conteúdos

 

  • A esfera celeste é uma esfera imaginária onde os objetos celestes parecem estar distribuídos irregularmente.

 

  • A observação da esfera celeste permitiu, desde tempos remotos, fazer a contagem do tempo, quer dos dias quer dos anos, e a orientação geográfica pelas estrelas.

 

  • Para reconhecer mais facilmente o céu, os povos da Antiguidade imaginaram, a partir de grupos de estrelas, figuras no céu. Esses grupos de estrelas ocupam determinadas regiões da esfera celeste designadas por constelações.

 

  • Os mapas celestes permitem encontrar  mais facilmente objetos celestes no céu.

 

  • O Sol “nasce” a este, “põe-se” a oeste e, a meio do dia, encontra-se na posição mais alta que, no hemisfério norte, indica o sul.

 

  • A Estrela Polar, que faz parte da constelação da Ursa Menor, indica o norte.

 

  • Podes localizar um objeto celeste a partir das suas coordenadas celestes horizontais: altura e azimute.

 

 

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