Sporting 3-0 V. Setúbal (resumo/crónica)

Sporting 3-0 V. Setúbal (resumo/crónica)

 

 

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O Sporting precisou de uma hora para ultrapassar a equipa mais inofensiva que seguramente passou por Alvalade este ano. Ora esta frase, dita assim, a frio, pode parecer que foi culpa do Sporting: mas não foi, ou não foi só culpa dele, e convém dizê-lo já para início de conversa.
 
A verdade é que a formação leonina entrou muito forte no jogo. Os primeiros quinze minutos, acima de tudo esses, foram uma enxurrada de futebol para cima da baliza de Ricardo Batista.
 
Só Slimani, por exemplo, falhou duas vezes em frente à baliza nesse quarto de hora. Montero atirou ao poste, Adrien e William obrigaram o guarda-redes sadino a boas defesas.
 
O Sporting entrou forte: diferente e forte.
 
Marco Silva apostou pela primeira vez de início em Montero e Slimani, numa mudança de caras que arrastou por consequência uma ligeira alteração tática: a equipa abandonou o 4x3x3.

Confira a ficha de jogo e as notas dos jogadores
 
Montero, está bom de ver, não era bem avançado nem bem médio: andava ali no espaço, entre linhas. Marco Silva insistia com ele para que colasse no trinco adversário, mas o colombiano é avançado e várias vezes falhou nessa missão.
 
Por isso o Sporting apresentava em algo entre o 4x2x3x1 e o 4x4x2 clássico.
 
A verdade é que a alteração correu bem e criou muitos problemas ao V. Setúbal. A equipa teve dinâmica, conseguiu criar desequilíbrios pelo centro, o que nos últimos jogos foi raro, e tinha soluções para criar situações de remate.
 
Por isso entrou muito bem, como já se disse. Mas o V. Setúbal não foi a Alvalade para jogar: foi para arrancar um pontinho. Por isso fartou-se de parar o jogo, de travar o futebol e de perder tempo.
 
O ritmo baixou após esses quinze minutos e o Sporting deixou-se arrastar nesse amolecimento.
 
Continuou a dominar a posse de bola, a mandar no jogo e a ser a única equipa que procurava acrescentar alguma coisa ao jogo. Mas fê-lo já sem aquela vertigem inicial. Ainda acertou outra vez na barra, obrigou Ricardo Batista a nova grande defesa e teve um golo de Slimani bem anulado por fora de jogo. Mas é indesmentível que já não tinha a vertigem inicial.
 
Até que surgiram Slimani e Montero. Eles que jogaram juntos na segunda parte do jogo com o P. Ferreira e tão boa conta deram do recado: o Sporting, recorde-se, teve um primeiro tempo péssimo, renasceu no segundo, empatou o jogo e só não ganhou porque teve um golo mal anulado.
 
Destaques: Montero, sem bem-vindo de volta

Ora por isso Marco Silva repetiu uma dupla de ataque que já não era utilizada de início desde o dérbi (derrota por 0-2) com o Benfica, ainda na época de Leonardo Jardim, e foi feliz.
 
Slimani marcou após cruzamento de Jefferson, num lance irregular, é verdade, porque William Carvalho deu dois toques na bola após um livre, e Montero fez no minuto a seguir o segundo golo num grande remate de fora da área, que desviou em François e entrou junto à barra.
 
A partir daí percebeu-se que o jogo tinha acabado.
 
O V. Setúbal perdeu a rigidez inicial e o Sporting ganhou espaço. Capel atirou à trave de baliza aberta e Slimani, ele próprio, fechou as contas com o terceiro golo já nos descontos.
 
Nada a impor, de facto, vitória justíssima do Sporting, que subiu ao sexto lugar, até a ver e voltou aos triunfos na Liga depois de dois jogos sem o fazer. Mais importante do que isso, porém: pela primeira vez somou três triunfos consecutivos esta época. Ultrapassou esta barreira psicológica.

 

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