10ª Jornada

10ª Jornada

 

 

 

 

 

 

Nacional 1-2 Benfica

 

 

Estoril 2-2 F.C.Porto

Sporting 1-1 Paços de Ferreira

 

 

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CRÓNICAS:

Foi só mais uma tarde de domingo em casa

Sporting-P. Ferreira, 1-1 (crónica)

Por Sergio Pereira       

Sporting vs Paços Ferreira (LUSA)
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Sporting vs Paços Ferreira (LUSA)
Sporting vs Pacos Ferreira
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Sporting vs Pacos Ferreira
Sporting vs Paços Ferreira
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Sporting vs Paços Ferreira
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O regresso do Sporting às competições domésticas foi doloroso: o que não é nada de novo, aliás.
 
Algo se passa com esta equipa que teima em gastar o final de tarde dos fins de semana em casa, arrastando-se no sofá, numa melancolia que só lhe deixa a vida mais difícil.
 
Depois da torrente de bom futebol na última quarta-feira, numa daquelas noites cheias que deixam o corpo feliz e revigoram a alma, é angustiante perceber como a formação de Marco Silva desperdiçou mais uma oportunidade para se reencontrar com a euforia.
 
Desperdiçou também uma oportunidade de ajustar contas com a classificação. Não o fez, e acaba aliás a jornada uma posição mais abaixo: agora num sétimo lugar que é cada vez mais embaraçoso.
 
Ora tudo isto seria muito evitável se o Sporting não tivesse desperdiçado os primeiros quarenta e cinco minutos.

Convém dizer desde já que não vai faltar quem culpe o árbitro: Bruno Esteves falhou realmente, falhou sobretudo ao anular um golo limpo a Montero aos 86 minutos. Tudo isso é verdade, sim senhor. Mas não muda o essencial.

Confira a ficha de jogo e as notas dos jogadores
  
E o essencial é que o Sporting falhou: tanto ou mais do que o árbitro. Deixou que o P. Ferreira fosse melhor na primeira parte e já não foi a tempo de corrigir o destino.
 
Estava avisado para o que vale esta equipa do P. Ferreira - um adversário que chegou a Alvalade em quarto lugar, sem perder há dois meses e meio e até conta com cinco vitórias nos últimos seis jogos -, e mesmo assim falhou.
 
Negligenciou esse sinal, entrou no jogo lento e apagado. Saiu para o intervalo, de resto, com apenas dois remates feitos e ambos de perigo relativo: João Mário atirou de longe para boa defesa de Rafael Defendi e Carrillo finalizou de ângulo apertado à figura do guarda-redes.
 
O resto foram perdas de bola, muita lentidão e uma incapacidade total de criar desequilíbrios.
 
O P. Ferreira, esse, é uma equipa admirável, outra vez. Capaz de defender bem, ocupando os espaços com enorme inteligência, mas capaz sobretudo de sair com muitos homens e sempre num futebol apoiado.
 
Marcou num grande golo, após uma jogada de posse de bola enorme, que foi à frente, voltou para trás, desviou-se para o centro, até que Minhoca descobriu Hurtado e lhe meteu a bola para uma finalização fácil na cara de Rui Patrício.
 
O Sporting durante toda a jogada só correu atrás da bola.
 
Na equipa do P. Ferreira é necessário destacar de resto um jogador: Jean Seri. O costa-marfinense foi enorme, inteligente, disponível. Esteve sempre onde era a preciso a estancar o futebol do Sporting e a dar tempo aos companheiros para recuar. Passou muito por aí a excelente primeira parte pacense.

Destaques: Montero e Carlos Mané entraram para mudar o jogo
 
É claro que na segunda parte tudo mudou e mudou sobretudo porque Marco Silva fez questão de o estimular através de uma dupla alteração ao intervalo: William e Carrillo deram lugar a Montero e Mané.
 
O Sporting passou então a jogar num claro 4x4x2 e sobretudo teve velocidade. Mané trouxe rapidez de execução e irrequietude, Montero marcou um grande golo da primeira vez que tocou na bola.

O jogo de repente ficou relançado e absolutamente elétrico.
 
A formação de Marco Silva estava então por cima e durante toda a segunda parte fartou-se de carregar sobre o adversário. O Paços encolheu-se, encolheu-se, encolheu-se até quase desaparecer.
 
As oportunidades, essas, surgiram apenas nos vinte minutos finais mas em número suficiente para provocar outro resultado: Nani, Capel, Montero e duas vezes Slimani ficaram a um triz de marcar

As referidas oportunidades surgiram também numa altura em que o P. Ferreira ficou reduzido a dez jogadores por expulsão justa de Sérgio Oliveira: duas faltas no espaço de dez minutos. A partir daí, claro, a pressão leonina chegou a ser asfixiante para o Paços.
 
Mas esse segundo golo não apareceu e o Sporting perdeu mais dois pontos na Liga. No fim de contas, e pelo que já se disse atrás, tem de culpar-se apenas a ele próprio.
 
E já agora sair mais cedo do sofá nas tardes de fim de semana: em Coimbra, em Guimarães ou em Lisboa.

Sim, há aqui um fantasma

Estoril-FC Porto, 2-2 (crónica)

Por Luís Pedro Ferreira       há 48 minutos

Estoril vs FC. Porto (LUSA)
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Estoril vs FC. Porto
Estoril vs FC. Porto
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Estoril vs FC. Porto
Estoril vs FC. Porto
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Estoril vs FC. Porto
Estoril vs FC. Porto (LUSA)
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Estoril vs FC. Porto (LUSA)
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Primeiro, um suspiro: que jogo! A invencibilidade do FC Porto esteve por um fio na Amoreira, perante um Estoril rápido na frente, muito seguro atrás e com uma estratégia clara para o jogo. Lopetegui colocou variações táticas em experimentação, mas foi o coração portista a bater nas botas de Oliver que impediu a primeira derrota dos dragões na Liga.
 
Certo, ainda não foi nesta, mas ninguém na comitiva portista vai satisfeita para casa. Pelo resultado, pelo jogo, por Adrián…e por Tozé, um nome incontornável na partida. Como o de Kuca, aliás. O empate não agrada a ninguém, certamente: ao Estoril porque esteve pertíssimo de vencer, ao FC Porto porque viu o Benfica fugir na frente.
 
A primeira nota vai para a entrada de Adrián no onze. O FC Porto mudou de figurino, com o espanhol ao lado de Jackson Martínez, mas por vezes a aparecer em espaços entre linhas. Ou seja, os dragões tinham variações para um 4x2x3x1, dependendo do posicionamento de Adrián. Jackson também não é de ficar parado e, por isso, muitas vezes a equipa azul e branca aparecia só com um na frente.
 
A segunda nota para o Estoril. Couceiro apostou num ataque móvel, rápido, com Tozé como homem mais avançado. Kuca e Sebá ocuparam as alas. Posto isto, entrou melhor o FC Porto. Por alguns minutos, a estratégia de Lopetegui sobrepôs-se e, assim, foi mesmo Adrián a aparecer na cara do golo: cabeceou ao lado. Como ao lado do jogo ficou depois. A inoperância do espanhol sentiu-se em demasiado no jogo portista que, mesmo assim, chegaria à vantagem.
 
Brahimi é daqueles que pode estar um jogo inteiro sem fazer grande coisa que, a qualquer momento, brinda o público com uma jogada de golo. Desta vez, funcionou um pouco ao contrário. O argelino fez magia primeiro, depois foi-se apagando na partida.
 
O 1-0 durou pouco porque o Estoril foi uma equipa que não desistiu e insistiu na rapidez do ataque: Kuca falhou uma primeira ocasião, não desperdiçou na seguinte. Sete minutos depois, o jogo estava bom e empatado, a provar que quando o FC Porto vem à Amoreira não há favoritos (10 vitórias para cada lado), apenas estatutos. Dois remates a mais para o FC Porto no final da primeira parte confirmavam isso mesmo.
 
A segunda parte ia ser muito boa. Por todas as incidências. O FC Porto dominou território, dominou a bola, mas nunca dominou claramente o adversário. O Estoril sempre que podia espreitava, ainda que Quaresma obrigasse Kieszek a grande defesa.
 
Ora, quando as substituições chegaram,, Lopetegui quis melhor presença à frente, mas, lá está, Couceiro percebeu também que com melhor passe vertical o Estoril podia virar o marcador. Filipe Gonçalves ameaçou, Aboubakar respondeu, e o Estoril marcou.
 
A jogada é rápida e Fabiano defende de forma fantástica, para depois derrubar Tozé na área. Penálti e o médio que nesta noite virou avançado foi para a marca de grande penalidade bater o guarda-redes portista perante uma plateia toda ela azul e branca.
 
Tozé não festejou e a invencibilidade dos dragões ficou no limite. O perdão chegou apenas num dos últimos suspiros, com Oliver a bater Kieszek e a resgatar pontos para os dragões, que, mais uma vez, saem da Amoreira com um 2-2, um resultado fantasma para o FC Porto.
 
A liderança ficou mais longe e esse é o dado mais relevante da noite, num fim de semana que o Benfica sorriu primeiro e, com o empate do dragão, sorriu por último na jornada graças ao resultado de Alvalade também.

Nacional-Benfica, 1-2 (crónica)

Líder, mas com sofrimento

Por Redação       ontem às 17:58
Nacional-Benfica, 1-2 (crónica)

*por Sérgio Freitas Teixeira

Foi um Benfica de serviços mínimos aquele que conseguiu vencer o Nacional esta tarde. O campeão nacional venceu graças à grande eficácia que demonstrou, marcando dois golos nas três oportunidades claras de que dispôs durante os 90 minutos. Três pontos que permitem aos encarnados manter a liderança do campeonato.

O Nacional protagonizou um início de sonho. Logo no primeiro minuto de jogo, Zainadine viu bem a desmarcação de João Aurélio pela direita, que foi melhor que André Almeida e cruzou a preceito para o estreante a titular Edgar Abreu.

Sem marcação, e ainda fora de área, a surpresa no onze de Manuel Machado atirou forte e colocado, com a bola ainda a bater no poste antes de entrar na baliza guardada por Júlio César.

Cinco minutos depois, surgiu a resposta do Benfica. Gaitán cruzou bem da esquerda e Salvio cabeceou dentro da área, mas Rui Silva acabou por ser infeliz no lance já que defendeu a bola para dentro da baliza, num remate que até nem foi muito colocado.

O Nacional não quebrou e pouco depois Marco Matias obrigou Júlio César a «puxar dos galões» com uma bela defesa.

Rui Silva que voltou a não estar muito feliz no lance do 1-2, quando aos 19 minutos Jonas marcou na sequência de um canto, embora aqui a culpa tenha de ser repartida com a defesa alvinegra que deixou o avançado do Benfica à vontade para encostar, na pequena área, para mais um golo. Um lance em que os jogadores do Nacional reclamaram por alegado fora de jogo de Jonas.

Antes do intervalo, grande falhanço de Salvio, depois de um cruzamento de Lima pela esquerda. O Benfica esgotava as oportunidades.

Na segunda parte, e depois dos primeiros 45 minutos terem sido muito bem disputados de parte a parte, num jogo aberto e interessante, o Nacional começou bem, na procura pelo 2-2. João Aurélio tentou o chapéu, que saiu bem perto da barra e os alvinegros acreditavam que era possível.

Mais pressionante e a ganhar muitos lances no meio-campo, o Nacional assumia, sem complexos, as despesas do jogo, apesar de não conseguir criar muito perigo no último terço do terreno.

O Benfica, já com Samaris em campo para o lugar de Lima, também não conseguia desequilibrar e Manuel Machado acreditava no empate. Refrescou o ataque, retirando o desgastado Suk e lançou outro jovem madeirense: agora Camacho, para o lugar do até então inspirado Edgar Abreu.

Motivo de tamanha crença foi a entrada de Willyan para o lugar de Miguel Rodrigues aos 71, com Aly Ghazal a recuar para defesa central.

Perto dos 80 minutos, grande jogada de Marco Matias pela esquerda e Rondon, já dentro de área, rematou por cima.
Já perto dos 90, foi a vez de Lucas João falhar um golo fácil, ao cabecear por cima dentro de área depois de um cruzamento perigoso de Marçal.

O Benfica foi quase cem por cento eficaz, ao contrário do Nacional, e «arrancou» uma vitória na Choupana com muito sofrimento.

From : mais futebol

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