Scanadu, o pequeno scanner que nos lê por dentro

01-03-2015 10:57

Chama-se Scanadu Scout e é um pequeno sensor que consegue medir numa questão de segundos o batimento cardíaco, a temperatura corporal, a pressão sanguínea ou o nível de oxigénio. O projecto desenvolvido nos Estados Unidos através de uma operação de crowdfunding que angariou mais de 1,6 milhões de dólares, começou a ser comercializado este ano e funciona como uma espécie de triagem em conjunto com uma aplicação móvel para smartphone.

Desenhado por Yves Béhar, o Scanadu funciona de forma simples. Basta colocar o sensor lateral do pequeno aparelho por cima do sobrolho esquerdo e em segundos as informações recolhidas surgem através da aplicação móvel que deve ser previamente descarregada para o iPhone (para já só funciona com iOS). Gráficos para vários parâmetros aparecem divididos entre temperatura corporal, oxigenação sanguínea, batimento cardíaco, pressão arterial, informação que pode depois ser partilhada com o médico assistente.

O aparelho tem uma entrada de USB para que possa ser recarregada a bateria, processo que leva cerca de uma hora. Se o scanner for usado apenas algumas vezes por dia, poderá ficar operacional durante cerca de uma semana sem ser necessário ser recarregado.

O Scanadu começou a ser distribuído no final de Janeiro, após uma operação de crowdfunding no Indigogo, que tinha como objectivo angariar 100 mil dólares, valor que no dia final de contribuições para o projecto foi largamente ultrapassado, atingindo mais de 1,6 milhões de dólares.

O aparelho ainda não obteve a aprovação da agência que vigia os medicamentos e os alimentos nos Estados Unidos (Food and Drug Administration, FDA na sigla original), mas a empresa já conta com o apoio de vários interessados que desde o mês passado começaram a receber o aparelho em casa.

Além do sensor, a Scanadu lançou ainda o Scanaflo, um kit que faz uma avaliação da urina, dando informações básicas sobre o fígado, rins ou metabolismo do utilizador. O kit tem tiras que devem reter a urina e que depois activa um sistema de cores com base nos químicos que contém, como glicose, proteínas, creatina ou o pH. O resultado deve ser fotografado pelo smartphone e uma aplicação faz depois a leitura final da amostra.

Este sistema também será sujeito à aprovação da FDA e a Scanadu prevê que o possa comercializar até ao final deste ano.

From: Público

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